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Archive for Novembro, 2006

Globo … vai toma no cú!

Globo ... vai toma no cú!

Caindo na Real (Arrested Development) é simplesmente brilhante. Um humor sarcástico de primeira linha. Uma série diferente de qualquer coisa que já ví, talvez pelo formato, que utiliza-se de uma narração e flashbacks (dependendo da história os flashbacks não são encontrados). Mas o diferencial são os personagens, cada um com sua peculiaridade:

“Um pai viúvo chamado Michael Bluth , cujo pai George Bluth foi preso por forjar a contabilidade das empresas Bluth, acaba tendo que cuidar de sua ex-rica família. A mãe, a socialite Lucille; seus irmãos Buster e Gob , um cartógrafo e um fracassado mágico, respectivamente; sua irmã obcecada por moda Lindsay , e seu marido Tobias , que perdeu a licença de médico. E ainda tem George, o filho adolescente de Michael, que tem uma estranha paixão por sua prima Maeby.”
fonte: Terra Séries Online

Mas esse post não é pra elogiar a série, e sim para mandar a Globo tomar no cú! Que tem uma série fantástica e coloca ela nos horários mais absurdos e sem periodicidade. E usa ela apenas para fechar horários, já que a série é bem curta (aproximadamente 20 minutos). Óbvio que eles devem ter seu motivos, os mesmos que fazem eles deixarem Zorra Total no ar tanto tempo. Mas pelo menos poderiam colocar em um horário pré-definido entre 2:00 e 4:00 da madrugada todos os dias ou apenas um por semana. Mas ao contrário, já vi ela às 2:00 ; 3:30; 4:00; 5:30 da madrugada (sim, eu não durmo muito).

Acho que não são muitos os diretores da Globo que leêm meu blog, mas fica aqui a minha indignação e se alguém souber se existe a série em DVD (com legendas em português, pois meu inglês não é dos melhores) me dê um toque. Achei apenas em inglês no Submarino.

Ahhhhh … a série ganhou o Emmy de melhor série de comédia em 2004 se não me engano (viu? Falei que é boa!).



Atualizado: Acho que os diretores da Globo estão lendo meu blog. Ontem até anunciaram que a série passaria após o Jô Soares. Tomara que continue assim… 

 

Plano final de férias

Plano final de férias

Coisas que preciso fazer (além de dormir) antes das minhas férias acabarem.

» Jogar boliche no American; (129 pts, mas vou melhorar…)
» Jogar Paintball;
» Começar a ler Falcão: Meninos do tráfico - MV Bill e Celso Athayde; (terminei)
» Fazer o trabalho de Técnicas de Comunicação Verbal que está atrasado;
» Começar a desenvolver meu novo portfolio;
» Ir mais uma vez pra praia; (fazer rafting)
» Procurar legenda pro Napoleon Dynamite; (só achei em espanhol…)
» Ir pelo menos mais duas vezes no cinema;
» Marcar pelo menos algumas cevas com algumas gurias que deixei meio de lado;
» Mandar logo o texto que eu fiz para que ela leia;
» Atualizar pelo menos mais umas três vezes esse blog;
» Jogar o Black do PS2; (Resident Evil 4)
» Jogar mais Splinter Cell do PS2;
» Deletar velhos contatos do MSN;
» Alugar o DVD O Guia do Mochileiro das Galáxias;

Preciso correr, só tenho mais 10 dias…

O Restaurante no fim do Universo - Douglas Adams

O Restaurante no fim do Universo

Quando li O Guia do Mochileiro das Galáxias me apaixonei pela série e pela criatividade de Douglas Adams. Agora em O Restaurante no fim do Universo, segundo livro de uma trilogia de 4 livros (?), ele coloca novamente seu sarcasmo e crítica a sociedade moderna usando de um humor ácido e inteligente.

Na continuação da saga, Arthur Dent, Ford Perfect, Zaphod Beeblebrox, Trillian e Marvin vão para o Restaurante do fim do Universo, pois terminaram o primeiro livro com muita fome. Mas isso é apenas um plano de fundo para textos, passagens, canções, fábulas, conjugações verbais, reflexões e outras insanidades divertidíssimas. Para quem já leu ou para quem vai ler segue algumas situações que achei simplesmente geniais:

A luta de Marvin com o robô de reconhecimento classe D da Patrula Frogstar (Capítulo 7) - Onde vemos como um robô maníaco-depressivo consegue derrotar uma enorme arma de destruição usando apenas de seu imenso senso de realidade.

A população do planeta Oglaroon que vive dentro de uma nogueira (Capítulo 10) - Uma genial analogia com os habitantes deste nosso mundo que acham que estão sozinhos neste universo.

O Vórtice da perspectiva total (Capítulo 10) - Após a história do planeta Oglaroon, conhecemos a mais terrível máquina de tortura do universo. Que consiste em mostrar a vítima a totalidade do universo e sua insignificância em comparação a ele.

O confuso Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais (Capítulo 15) - Usado para conjugar verbos em viagens no tempo. Onde em edições recentes, várias páginas estão sendo deixadas em branco para diminuir custos de impressão, porque a maioria dos leitores chega apenas até o Futuro Semicondicionalmente Modificado Subinvertido Plagal do Pretérito Subjuntivo Intencional antes de desistir.

A Segunda Vinda do Grande Profeta Zarquon (Capítulo 18) - Outra analogia cheia de sarcasmo e humor-negro sobre a volta de Jesus Cristo. Pena que durou apenas 20 segundos.

As canções pós-teleporte (Capítulo 22) - Engraçadíssimas canções sobre a péssima experiência de ser teleportado, cantadas por grandes massas concentradas em frente à fábrica de Sistemas de Teleporte da Companhia Cibernética de Sirius, em Mundi-Legre III. Transcrevo a menor delas:

“Nos teleportamos de volta para casa
Eu, Patrícia, José e Andréia
José roubou o coração de Patrícia
E Andréia, a minha perna.”

A solução do povo de Golgafrincham para livrar-se de um terço absolutamente inútil de toda a população (Caítulo 25) - Corretores de seguro, Cabelereiros, Atendentes de Tele-Marketing, Cineastas e Diretores de Arte de Publicidade. Sempre soube que faço algo inútil, mas foi interessante ver isso registrado em um livro.

O encontro com o Regente do Universo (Capítulo 29) - O melhor capítulo do livro e um dos melhores textos que já li. Gostaria de transcrever aqui, mas é muito longo, talvez em outra oportunidade. Um capítulo altamente filosófico (pelo menos me fez pensar muito), onde o Regente do Universo é um ser completamente alienado (ou não), maravilhado (ou não), curioso (ou não), divertidíssimo (isso sim). Faz pensar em quantas coisas são maravilhosas e não nos damos conta por não notar magnitude na simplicidade.

O penúltimo capítulo (Capítulo 33) - A maior revelação do livro, não posso contar, mas mostra novamente a genialidade de Douglas Adams. Final impressionate, que me deu mais vontade ainda de ler o terceiro livro da série, A vida, o Universo e Tudo Mais.

Como nasce um mito

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato! Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)