Archive for Filosofia
Fevereiro 29, 2008 at 2:03 pm · Filed under Inutilidade, Me, Myself and I, Filosofia

Nos últimos dias, com todas as coisas acontecendo, e os planos se concretizando, tenho pensado muito nos rumos que a minha vida vai tomar daqui a uns meses.
Sei que matemáticos acham que a matemática é a resposta pra tudo, os físicos acham que é a física, mas eu acabo de achar o momento que nós, seres-humanos, começamos a ficar egoístas e descemos a ladeira da humanidade, e a minha viagem tem muito a ver com isso.
No ano passado eu comec/
- Ahhh, cala essa boca! É um intercâmbio, tu vai ficar um ano só.
- Mas é o primeiro ano de muitos que virão.
- Uau, olhem pra mim, eu vou pra Europa, e é por ideologia, não tem nada a ver com grana, estudos e outras coisa…
- Porra! Mas tu tá xarope hein?! O que tu tem?
- Sono caralho! Tá ligado no Tyler Durden? Tu tem sorte que não comecei a ti socar.
- Ó o cara se achando o Brad Pitt.
- Pois é, só que sem a Jolie, e nem a Marla, por causa do senhor aí sem vida social. E falando em Marla, me lembrei daquela do Abbey, nem falou mais com ela né?!
- Eu estou muito ocupado nos últimos tempos.
- E a Claudia?
- Não quero falar da Claudia.
- Ui… Não quero falar da Claudia. Tu não quer mais porra nenhuma! Já tá com a cabeça lá na Irlanda, mas tu tá aqui ainda o retardado.
- Que alter-ego mais estressado que tu é. Desencana.
- Desencanar? Cara, tu nem dorme mais direito, mais um pouco e eu tomo conta por completo da tua mente.
- Relaxa. Quando eu estiver em Dublin isso muda, várias coisas vão mudar.
- Mas falta ainda a porcaria de 3 meses.
- Eu tava só querendo escrever um post inteligente, com idéias que rodaram minha cabeça nos últimos dias e tu veio encher o saco. Chega! Não tô mais afim de escrever, talvez outra hora!
- Ui…
- POST INTERROMPIDO -
Novembro 12, 2006 at 8:19 pm · Filed under Filosofia, E-mails interessantes
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato! Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)
Outubro 27, 2006 at 5:32 pm · Filed under Literatura, Filosofia

Quero falar hoje de um livro que não li, mas ainda vou ler (?!). Li sobre ele no Clube da Insônia um tempo atrás, e o Tico Santa Cruz deixou algumas pérolas que encontrou e que podem ser lidas logo abaixo. E porque falar de um livro que não li? Pelo simples fato que tenho ainda 2 livro para terminar de ler (O restaurante no fim do Universo - Douglas Adams e Os piores textos de Washington Olivetto - Washington Olivetto) e 1 para começar (Falcão: Meninos do tráfico - MV Bill e Celso Athayde) e estou afim de um momento mais filosófico aqui no blog que por enquanto só teve post de fácil digestão. Aliás muito pouco post até agora, mas prometo mais conteúdos nos próximos 30 dias que vou ficar em casa estirado no sofá depois de 3 anos sem férias na agência. E espero colocar minhas leituras em dia nesse período de ócio que terei pela frente.
Mas voltando ao livro, A cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom. Leia uma pequena seleção de trechos do livro (quando eu ler, faço a minha própria seleção e faço um novo post), e reflita um pouco, são assuntos diversos que este filósofo conseguiu uma profundidade e uma visão muito interessante.
” Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça (…)
No final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino e ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que vai estourar.”
” A religião tem todas as coisas a seu favor : a revelação feita por Deus aos homens, as profecias, a proteção do governo, das figuras mais respeitáveis e importantes. Mais que isso, o enorme privilégio de poder gravar sua doutrina na mente das pessoas quando elas são crianças e, com isso, as idéias se tornam quase congênitas.”
” A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que existe só por um instante e some como sonho não merece esforço sério “
” No fim da vida, a maioria dos homens percebe, surpresa, que viveu provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram , justamente, a vida. E assim traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.”
” A flor respondeu: - Bobo! acha que abro minhas pétalas para que vejam ? Não faço isso para os outros, é para mim mesma, porque gosto. Minha alegria consiste em ser e desabrochar.”
” A primeira regra para não ser um brinquedo nas mãos de qualquer velhaco, nem ridicularizado por qualquer imbecil, é manter-se reservado e distante.”
” Poucas coisas deixam as pessoas tão satisfeitas quanto ouvir algum problema ou constatar alguma fraqueza em você”