Home E-mail Portfolio Flickr Orkut RSS

Archive for Literatura

O Restaurante no fim do Universo - Douglas Adams

O Restaurante no fim do Universo

Quando li O Guia do Mochileiro das Galáxias me apaixonei pela série e pela criatividade de Douglas Adams. Agora em O Restaurante no fim do Universo, segundo livro de uma trilogia de 4 livros (?), ele coloca novamente seu sarcasmo e crítica a sociedade moderna usando de um humor ácido e inteligente.

Na continuação da saga, Arthur Dent, Ford Perfect, Zaphod Beeblebrox, Trillian e Marvin vão para o Restaurante do fim do Universo, pois terminaram o primeiro livro com muita fome. Mas isso é apenas um plano de fundo para textos, passagens, canções, fábulas, conjugações verbais, reflexões e outras insanidades divertidíssimas. Para quem já leu ou para quem vai ler segue algumas situações que achei simplesmente geniais:

A luta de Marvin com o robô de reconhecimento classe D da Patrula Frogstar (Capítulo 7) - Onde vemos como um robô maníaco-depressivo consegue derrotar uma enorme arma de destruição usando apenas de seu imenso senso de realidade.

A população do planeta Oglaroon que vive dentro de uma nogueira (Capítulo 10) - Uma genial analogia com os habitantes deste nosso mundo que acham que estão sozinhos neste universo.

O Vórtice da perspectiva total (Capítulo 10) - Após a história do planeta Oglaroon, conhecemos a mais terrível máquina de tortura do universo. Que consiste em mostrar a vítima a totalidade do universo e sua insignificância em comparação a ele.

O confuso Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais (Capítulo 15) - Usado para conjugar verbos em viagens no tempo. Onde em edições recentes, várias páginas estão sendo deixadas em branco para diminuir custos de impressão, porque a maioria dos leitores chega apenas até o Futuro Semicondicionalmente Modificado Subinvertido Plagal do Pretérito Subjuntivo Intencional antes de desistir.

A Segunda Vinda do Grande Profeta Zarquon (Capítulo 18) - Outra analogia cheia de sarcasmo e humor-negro sobre a volta de Jesus Cristo. Pena que durou apenas 20 segundos.

As canções pós-teleporte (Capítulo 22) - Engraçadíssimas canções sobre a péssima experiência de ser teleportado, cantadas por grandes massas concentradas em frente à fábrica de Sistemas de Teleporte da Companhia Cibernética de Sirius, em Mundi-Legre III. Transcrevo a menor delas:

“Nos teleportamos de volta para casa
Eu, Patrícia, José e Andréia
José roubou o coração de Patrícia
E Andréia, a minha perna.”

A solução do povo de Golgafrincham para livrar-se de um terço absolutamente inútil de toda a população (Caítulo 25) - Corretores de seguro, Cabelereiros, Atendentes de Tele-Marketing, Cineastas e Diretores de Arte de Publicidade. Sempre soube que faço algo inútil, mas foi interessante ver isso registrado em um livro.

O encontro com o Regente do Universo (Capítulo 29) - O melhor capítulo do livro e um dos melhores textos que já li. Gostaria de transcrever aqui, mas é muito longo, talvez em outra oportunidade. Um capítulo altamente filosófico (pelo menos me fez pensar muito), onde o Regente do Universo é um ser completamente alienado (ou não), maravilhado (ou não), curioso (ou não), divertidíssimo (isso sim). Faz pensar em quantas coisas são maravilhosas e não nos damos conta por não notar magnitude na simplicidade.

O penúltimo capítulo (Capítulo 33) - A maior revelação do livro, não posso contar, mas mostra novamente a genialidade de Douglas Adams. Final impressionate, que me deu mais vontade ainda de ler o terceiro livro da série, A vida, o Universo e Tudo Mais.

A cura de Schopenhauer - Um livro que não li!

Welcome

Quero falar hoje de um livro que não li, mas ainda vou ler (?!). Li sobre ele no Clube da Insônia um tempo atrás, e o Tico Santa Cruz deixou algumas pérolas que encontrou e que podem ser lidas logo abaixo. E porque falar de um livro que não li? Pelo simples fato que tenho ainda 2 livro para terminar de ler (O restaurante no fim do Universo - Douglas Adams e Os piores textos de Washington Olivetto - Washington Olivetto) e 1 para começar (Falcão: Meninos do tráfico - MV Bill e Celso Athayde) e estou afim de um momento mais filosófico aqui no blog que por enquanto só teve post de fácil digestão. Aliás muito pouco post até agora, mas prometo mais conteúdos nos próximos 30 dias que vou ficar em casa estirado no sofá depois de 3 anos sem férias na agência. E espero colocar minhas leituras em dia nesse período de ócio que terei pela frente.

Mas voltando ao livro, A cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom. Leia uma pequena seleção de trechos do livro (quando eu ler, faço a minha própria seleção e faço um novo post), e reflita um pouco, são assuntos diversos que este filósofo conseguiu uma profundidade e uma visão muito interessante.

” Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça (…)
No final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino e ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que vai estourar.”

” A religião tem todas as coisas a seu favor : a revelação feita por Deus aos homens, as profecias, a proteção do governo, das figuras mais respeitáveis e importantes. Mais que isso, o enorme privilégio de poder gravar sua doutrina na mente das pessoas quando elas são crianças e, com isso, as idéias se tornam quase congênitas.”

” A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que existe só por um instante e some como sonho não merece esforço sério “

” No fim da vida, a maioria dos homens percebe, surpresa, que viveu provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram , justamente, a vida. E assim traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.”

” A flor respondeu: - Bobo! acha que abro minhas pétalas para que vejam ? Não faço isso para os outros, é para mim mesma, porque gosto. Minha alegria consiste em ser e desabrochar.”

” A primeira regra para não ser um brinquedo nas mãos de qualquer velhaco, nem ridicularizado por qualquer imbecil, é manter-se reservado e distante.”

” Poucas coisas deixam as pessoas tão satisfeitas quanto ouvir algum problema ou constatar alguma fraqueza em você”